Bernardinho cogita usar time misto no Pan e cutuca Zé Roberto


Após ter conquistado a medalha de prata na Liga Mundial, a seleção masculina de vôlei já pensa em seus próximos compromissos: o Sul-Americano, o Pan de Guadalajara e a Copa do Mundo, que é classificatória para a Olimpíada.

Devido a um conflito de agendas, o técnico Bernardinho deu a entender que deve usar um time misto no Pan, uma vez que não deverá contar com os atletas do Sesi –Murilo, Escadinha, Sidão, Rodrigão e Wallace.

Atual campeão da Superliga, o clube paulista deve disputar o Mundial de clubes, entre 8 e 14 de outubro, em Doha, no Qatar. Sendo assim, haveria um conflito de agendas que poderia compremeter o preparo físico dos atletas, uma vez que o Pan de Guadalajara (MEX) será disputado entre 14 e 30 de outubro. Ao fim de novembro, ocorrerá a Copa do Mundo no Japão, competição mais importante do calendário.

“O Sesi vai pleitear, com toda a razão, a presença de seus jogadores. Ainda temos que debater e achar a melhor solução para a equipe que disputará o Pan. Não temos ainda essa definição. Obviamente, tenho que entender o interesse dos clubes, que são patrocinadores e pagam parte da conta. Tenho que ter o bom senso para lidar com isso para não atrapalhar o espaço dos clubes dentro da preparação da seleção brasileira”, afirmou Bernardinho.

Também comandante do Rio de Janeiro, atual campeão da Superliga feminina, Bernardinho aproveitou para mandar um recado indireto ao treinador da seleção feminina José Roberto Guimarães. Segundo o clube carioca, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) não liberou as jogadoras da seleção -entre as quais estão Sheilla, Mari e Natália– para defender o Rio no Mundial de clubes, que também será entre 8 e 14 de outubro no Qatar. Por conta disso, o clube anunciou há uma semana que desistira da competição.

O treinador Bernardinho em ação durante jogo do Brasil pela Liga Mundial, em junho

“Não abri mão [do Mundial]. A questão é que não tenho jogadoras. Até estou com a corda no pescoço com meus patrocinadores. Não tem como jogar”, afirmou Bernardinho, que brincou com as repórteres presentes. “Uma, duas, três, quatro… De repente, dá para montar um time aqui.”

Os técnicos são desafetos desde 2004. Neste ano, Zé Roberto trocou farpas com Fernanda Venturini, mulher de Bernardinho e então levantadora da seleção. Ele disse que o que mais atrapalhava em times femininos eram influências externas, como a de ‘maridos-técnicos’. Surgiu o rumor de que, nos Jogos de Atenas, Fernanda dava DVDs do time para Bernardinho avaliar.

Fonte: Folha.com

 

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