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Faceiro com reajuste de 16%, controlador diz que elevar salários de servidor “quebra o Estado”

EDIVALDO BITENCOURT

29/04/2019 17h41
Por: Redacao
Fonte: o jacaré
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Carlos Eduardo Girão de Arruda diz que tucano não deve conceder reajuste aos demais servidores porque quebraria o Estado. Os dois tiveram aumento de 16,3% nos salários neste ano (Foto: Arquivo
Carlos Eduardo Girão de Arruda diz que tucano não deve conceder reajuste aos demais servidores porque quebraria o Estado. Os dois tiveram aumento de 16,3% nos salários neste ano (Foto: Arquivo
 

Feliz com o aumento de 16,37% no próprio salário neste ano, o controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo Girão de Arruda afirmou que estender o mesmo benefício aos demais servidores pode quebrar o Estado de Mato Grosso do Sul. Assumindo papel de profeta do apocalipse, ele é contra até a reposição da inflação, de 4,78%.

O Governo do Estado usou o jornal Correio do Estado desta segunda-feira (29) para divulgar a “análise” de Arruda e elevar a ofensiva contra a mobilização dos sindicatos e o Fórum dos Servidores contra o fim do abono de R$ 200 e o congelamento dos salários. A categoria prepara roda de tereré, protestos e até greve por tempo indeterminado contra a política de Reinaldo Azambuja (PSDB).

Só que Carlos Eduardo Girão não tem do que reclamar porque é um dos beneficiados da estratégia tucana. Conforme o Portal da Transparência, o salário do controlador-geral passou de R$ 12.188,45, no ano passado, para R$ 14.184,91, acumulando alta de 16,37%.

O salário de controlador-geral subiu quatro vezes acima da inflação oficial, de 4,78%. No entanto, a culpa do gasto com pessoal estar acima do limite é dos 75 mil funcionários, que vão ficar sem abono de R$ 100 a R$ 200. Só o acréscimo de um mês na conta de Arruda seria suficiente para dar tranquilidade a quase 20 funcionários com baixos salários, que perderam o abono de R$ 100.

Controlador-geral do Estado passou a receber R$ 14,1 mil neste ano, o que representa aumento de 16,37% no próprio salário. Ele diz que os demais servidores não possuem o mesmo direito (Foto: O Jacaré)

Para o controlador-geral, não há margem para reajuste nos salários dos demais funcionários estaduais. “Aumentar despesas com a máquina administrativa, quando o limite constitucional de gastos com pessoal já é insustentável, tendo uma receita corrente impactada pela queda do PIB (Produto Interno Bruto), é um risco que pode inviabilizar e quebrar o Estado, além das sanções administrativas impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou, conforme o Correio do Estado.

De acordo com a LRF, o limite prudencial é gastar 46,55% com pessoal. No entanto, MS já compromete 47,22%. Na interpretação de Arruda, o aumento nos salários do governador, vice, do primeiro escalão e de comissionados não é responsável por este índice. Ele atribuiu o desequilíbrio aos reajustes constitucionais na área federal, que beneficiaram algumas categorias. Não citou nenhuma na entrevista.

“O governador Reinaldo Azambuja tem promovido um esforço muito grande para manter esse equilíbrio fiscal para não atrasar salários nem prejudicar investimentos e o fornecimento de serviços essenciais à população. Conceder reajuste salarial neste cenário, em que a maioria dos estados não pagou o 13º, embora seja um direito do funcionalismo, seria uma irresponsabilidade”, ressaltou.

“O governo busca alternativas para atender o servidor que tem menor salário. Se não houver redistribuição dos recursos, teremos dificuldades para manter a folha de pessoal em dia”, advertiu.

Conforme o controlador-geral, que recebeu o aumento de 16,37% desde janeiro deste ano, os demais servidores não possuem o mesmo direito porque podem quebrar as contas estaduais.

Girão não é o único felizardo pela política tucana. Reinaldo recebe o maior salário paga a um governador no Brasil graças ao aumento no início do ano, que elevou o vencimento de R$ 30,4 mil para R$ 35.462,27.

O tucano criou grupo de privilegiados, que passam longe das medidas de austeridade, imposta sem dó nem piedade aos meros mortais.

Além  de cortar o abono e congelar os salários, o governador vai retomar a jornada de oito horas diárias e o PDV (Programa de Desligamento Voluntário). A outra medida para reduzir gasto depende do Supremo Tribunal Federal, onde o tucano se posicionou a favor da redução dos salários.

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