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Jamil Name, preso há quase 2 anos, morre de Covid-19 no Rio Grande do Norte

Jamil Name foi pecuarista, empresário do jogo, presidente do Operário, e mais recentemente, acusado de chefiar milícia

27/06/2021 19h42
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Por: REDAÇÃO Fonte: Graziella Almeida, Rafaela Moreira, Thais Libni/ correio do estado
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Jamil Name, morreu aos 82 anos, em decorrência da Covid-19. O réu da Operação Omertá, estava internado desde 31 de maio de 2021 em Mossoró (RN), mas o caso se agravou e Name foi a óbito na tarde deste domingo (27).

Name já havia tomado às duas doses de vacina contra a Covid-19 e foi diagnosticado com a doença em 31 de maio. A família não informou ainda como será o translado, mas o advogado Tiago Bunning confirmou que o velório sera realizado em Campo Grande.

Ao Correio do Estado, o deputado estadual Jamilson Name (sem partido), filho da vítima, disse estar muito abalado para prestar mais informações. 

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O réu foi preso em 27 de setembro de 2019, na Operação Omertà, sendo acusado de pertencer a uma organização criminosa voltada a crimes de milícia armada, ligado a práticas de desobstrução de justiça, corrupção ativa, aquisição de armas de fogo de uso restrito, extorsão e lavagem de dinheiro, dentre outros crimes.

No dia 30 de outubro do mesmo ano, foi transferido para o Presídio Federal de Mossoró. Os advogados tentaram mais de 20 pedidos de prisão domiciliar para Jamil Name, mas todos foram negados. 

Seu filho, Jamil Name Filho, também foi preso em Mossoró, a onde continua detido.

Operação Omertá

Jamil Name foi preso nas primeiras fases da Operação Omertá, deflagrada em setembro de 2019. Na época, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a Polícia Civil prenderam policiais, empresários e guardas municipais investigados por serem membros de grupo de extermínio.

Conforme informações do Ministério Público, a suspeita é que grupo chefiado por Jamil Name e o filho Jamil Name Filho, teria executado ao menos três pessoas em junho de 2018, na Capital. 

Duas das mortes interligada aos Name, foram a do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson de Figueiredo e do estudante de direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos, morto a tiros de fuzil em abril de 2019, enquanto manobrava o carro do pai.

Um mês após a morte de Matheus, policias do Garras e do Batalhão de Choque desmantelaram um arsenal de armas que estava em posse de um guarda municipal. Conforme o Gaeco, as armas pertenciam aos grupo de extermínio e investiga se eram utilizadas nas execuções.

Na prisão  

Durante perícia psiquiátrica em 22 de maio, Name apontou que ter precatórios a receber de aproximadamente, R$ 41 bilhões, além de ter faturado R$ 1 bilhão sendo dono de uma mina ametista.

O valor dos precatórios é quase três vezes maior que o orçamento do Governo, que é estimado em R$ 16,8 bilhões para este ano.

O acusado disse na perícia que antes de ser preso era tranquilo e dormia bem, mas nos últimos tempos estava tendo dificuldades para dormir e que acordava muito cedo, além de ter perdido 30 quilos.

Dois funcionários da Penitenciária Federal de Mossoró que tinham contato frequente com Jamil também foram questionados.

A técnica de enfermagem relatou que o acompanhou quase dois anos e que Jamil procurava 'se virar' sozinho, não aceitava bengala, muleta ou cadeira de rodas, mesmo com dificuldade de andar.

O chefe de vivência relatou que ele apresentava esquecimentos frequentes e que em alguns momentos não tomava os medicamentos. Além de ter dificuldade para limpar e às vezes se mostrar autoritário e irritado.

Ao ser questionado sobre o motivo de estar preso, lembra que foi preso em 2019, com acusação de ser chefe de quadrilha de extermínio e tráfico de arma; mas que é inocente e quer provar isso.

Histórico

A vida de luxo de Jamil Name começou em 1957, quando morava em São Paulo. Em 1958 foi morar sozinho em Campo Grande, onde fez sociedade com um conhecido e passaram a fazer anotações de jogo de bicho e pif-paf.

Depois de algum tempo desfez a sociedade e passou a fazer a anotação do jogo sozinho. Após isso, fez sociedade em negócio imobiliário, fundando a imobiliária Fena, fazendo muitas transações em terras em Mato Grosso (antes da divisão), São Paulo e Paraná. 

Abriu também diversos loteamentos de condomínios na Capital de Mato Grosso do Sul. Name era dono de diversas empresas, inclusive do Jóquei Club, já foi presidente do Operário Futebol Clube e teve seu nome envolvido em negócios ilícitos.

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