“Vivemos uma pandemia e esse momento não oferece condições de discutir essa matéria, já que as pessoas estão fragilizadas”, reagiu Felipe Orro, do PSDB e integrante da base de Reinaldo no legislativo.

“Considero o encaminhamento desse projeto um ato oportunista. Acontece no momento que estamos com sessões remotas, sem que as pessoas possam acompanhar em plenário. O Governo podia esperar o fim da pandemia. Não há porque votar no afogadilho”, criticou Pedro Kemp (PT), da oposição.

A favor da alíquota de 14% para todos os servidores

Antônio Vaz (Republicanos
Eduardo Rocha (MDB)
Márcio Fernandes (MDB)
Evander Vendramini (PP) 
Gerson Claro (PP)
Herculano Borges (SD) 
Lucas Lima (SD)
Jamilson Name (sem partido)
Londres Machado (PSD)
Professor Rinaldo (PSDB)
Marçal Filho (PSDB)
Onevan de Matos (PSDB)
Neno Razuk (PTB)
Zé Teixeira (DEM)

Contra o aumento no desconto da previdência

Cabo Almi (PT)
Pedro Kemp (PT)
Capitão Contar (PSL)
Felipe Orrro (PSDB)
João Henrique (PL)
Barbosinha (DEM)
Coronel David (sem partido)
Lídio Lopes (Patri)

A falta de debate foi o mesmo argumento usado pelo deputado Capitão Contar (PSL) para votar contra o projeto. “Na forma que foi feita (a votação), no afogadilho, sem tempo hábil em período que se encontra fragilizado, não é o momento e não concordo comisso”, lamentou.

Na esperança de sensibilizar os deputados, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação, Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), Sindijus (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário), entre outros, fizeram carreata contra a segunda Reforma da Previdência proposta por Reinaldo.

“Conclamamos os Deputados Estaduais a não votarem neste Projeto de Aumento da Alíquota da Previdência Estadual sem fazer um amplo debate com os (as) Servidores(as) Públicos(as), para não ficarem na história – como os deputados – que pela primeira vez votaram pela redução dos salários dos(as) Aposentados(as) e Ativos(as)”, apelaram, em nota.

“Em tempo de pandemia do Coronavírus (COVID-19), não é justo com os (as) Servidores (as) e nem necessária essa votação, pois não é verdade que a Emenda feita na Constituição Federal obriga todos os estados a repassarem integralmente a alíquota de 14% aos Servidores(as) Aposentados(as) e Ativos(as)”, afirmaram.

“O debate é importante para que possamos buscar alternativas que não sejam tão devastadoras quanto o Projeto apresentado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, mas entendemos que a melhor decisão é a retirada deste projeto que ataca os direitos dos trabalhadores”, ressaltaram.

O apelo acabou não sendo ouvido por 14 deputados, que vão desde os representantes dos evangélicos até professores: Antônio Vaz (Republicanos), Eduardo Rocha (MDB), Evander Vendramini e Gerson Claro, do PP, Herculano Borges e Lucas Lima, do SD, Jamilson Name (sem partido), Londres Machado (PSD), Márcio Fernandes (MDB), Professor Rinaldo, Marçal Filho e Onevan de Matos, do PSDB, Neno Razuk (PTB) e Zé Teixeira (DEM).

Contra a proposta votaram os deputados Barbosinha (DEM), Capitão Contar, Cabo Almi (PT), Pedro Kemp, Coronel David (sem partido), Lídio Lopes (Patri), Felipe Orro (PSDB) e João Henrique (PL). Renato Câmara (MDB) se absteve de votar.

Dos favoráveis, dois são pré-candidatos a prefeito nas eleições deste ano: Márcio Fernandes é o nome do MDB para disputar a prefeitura de Campo Grande e Marçal Filho é cotado em Dourados. Como deputado, eles não tiveram dó dos servidores, imagine como atuariam na crise como chefes do Executivo.

Votaram contra os pré-candidatos Pedro Kemp e Capitão Contar. Orro apoia a candidatura da mulher, Viviane Orro, em Aquidauana.

Emenda de Herculano passou em primeira votação e adia a reforma para janeiro de 2021, quando se espera já tenha acabado a pandemia e MS esteja saindo da atual crise financeira.

Apesar de polêmica reforma foi aprovada em sessão retoma hoje (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)